Audiência pública marca início de discussões sobre Uber na Câmara de Ananindeua

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Na manhã do dia 29 de agosto, a Câmara de Ananindeua realizou uma audiência pública para discutir o serviço de transporte privado urbano Uber e aplicativos similares no município. Proposta pelo vereador Breno Mesquita (PV), a sessão contou com a participação de representantes de associações de taxistas, de motoristas e entidades favoráveis aos aplicativos, da OAB Ananindeua e da Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito (Semutran).
Os taxistas presentes argumentaram que a concorrência com o Uber é desleal, considerando as taxas e impostos que sua categoria tem que pagar, ao contrário dos motoristas de aplicativos. Além disso, citam o serviço como mais seguro. “Para trabalhar, precisamos fazer vários cadastros, em vários órgãos. Isso tudo é uma segurança para o passageiro, que não existe nos aplicativos”, disse Luiz Carlos Nunes, o “Luizinho Taxista”. O também taxista Thalysson Mauro lembrou que a legislação municipal determina que o transporte de passageiros só pode ser feito por táxis. “Se essas pessoas querem fazer isso, que se regulamentem e virem taxistas também. Não somos contra o Uber, mas exigimos a regulamentação”, enfatizou.
A motorista do aplicativo Yet Go Ana Monteiro falou sobre sua experiência: “Estava desempregada e agora vivo apenas disso, é assim que sustento minha família. Quando a população escolhe o aplicativo, está escolhendo sua maneira de ir e vir. Nós queremos trabalhar em paz”, desabafou. Representante do Movimento Liberal Paraense, que apoia o Uber, Waldemir Neto pontuou sobre o direito do consumidor. “Cada um deve poder empregar seu dinheiro onde achar mais justo. O Uber vem como a melhor solução para o povo, como uma saída que cabe no seu bolso”.
Hugo Atayde, diretor de Transporte e Trânsito da Semutran, esclareceu que a Prefeitura tem considerado o serviço de aplicativos como clandestino. “Estamos seguindo nossa legislação municipal, que diz que o transporte indivivual de passageiros, se não for feito por táxi, está irregular. Por isso, estamos apreendendo os veículos que estão oferecendo esse serviço, até que haja outra legislação a respeito”, explicou.
O presidente da Câmara, Dr. Daniel Santos (PSDB), afirmou que vê duas soluções para a questão: “Ou esperamos a regulamentação federal ou exigimos que todos paguem a mesma coisa. Não podemos permitir que o emprego de um seja o desemprego de outro”. Breno Mesquita explicou que a audiência foi um primeiro passo para discutir o assunto. “Nossa intenção agora é fazer novas reuniões com representantes de ambos os lados, para que possamos chegar a um denominador comum, a uma solução que seja igualitária e que permita aos dois caminharem juntos”, finalizou.

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Data da Matéria: 30/08/2017 17:53